segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Fim da Viagem

Dia 11

Rise and shine em Washington. A primeira coisa a fazer: encontrar paparoca, isto eh, algum sitio que estivesse aberto as 06h da manha. Entramos num restaurante que serve pequenos almocos. Sim ha umas cadeias de restaurantes que SO servem pequenos almocos e estao abertos 24h. Bom, e como tava com fome e nao havia escolha, la tive que me deliciar com as batatas fritas e ovos mexidos. Quando se esta com fome, estes repastos cheios de gordura sao mesmo apeteciveis. Ou isso, ou era eu a delirar com tantas horas de viagem.

A paisagem era uauuuu, e eu que estava habituada a abrir a janela do meu quarto e ver as arvores de Monsanto mesmo em frente, deparei-me com a visao do rio Columbia logo pela manha que eh qualquer coisa de fantástico.
A viagem para Seattle ainda demorou cerca de duas horas, passamos por montanhas e vales, e ate tivemos um encontro com uma nuvem que estava a descansar numa das montanhas. O tempo mudou radicalmente, passou de verao para inverno. Um bocadinho fantasmagorico, ainda bem que era de dia, porque de noite o pensamento com certeza, e com aquela atmosfera, nao me traria imagens positivas porque tudo a nossa volta estava cheio de nevoeiro cerrado. Por fim la chegamos a cidade: enaaa civilizacao! Seattle foi a unica cidade a serio que encontramos depois de Detroit, por isso estao a ver a minha emocao. Quando tentamos entrar na cidade eh que me apercebi de que tinha tido uma ideia anti-cidade em Nova Iorque por causa do transito, bom e pelos vistos essa ideia manteve-se. De repente passei a ter saudades das vilas por onde passamos onde era so chegar e estacionar. Saga para entrar na cidade, saga para conduzir na cidade e saga para estacionar. Estava tudo cheio, os estacionamentos, claro, eram todos pagos, 5 usd por trinta minutos, e era o mais barato. Depois de andarmos as voltas la conseguimos estacionar numa rua onde nao se pagava (pelo menos nao vimos nenhum parquímetro), mas como tinhamos o coche cheio achamos que nao seria bom demorar muito tempo fora da zona, entao fomos ate ao Public Market – que so depois eh que nos apercebemos que eh uma coisa famosa, porque para mim era apenas mais um mercado. Gostei bastante do mercado porque nao parecía americano (hummm…. Será que devia de dizer isto?), sentí-me num país europeu (suspiro), e parecía mesmo daqueles mercados parisienses, pequeno, com flores por todo o lado, doces, compotas, so havia um pormenor que nao era propriamente europeu: jalapenos. Haviam bancas de chili pepers transformados em colares. Depois passeamos pelas ruas e tivemos mesmo que ir para o carro porque estavamos preocupados que ele tivesse desaparecido, o que nao seria agradavel, porque ainda tinhamos muitas horas pelo caminho. Muitas mesmo. Ainda bem que Washington eh o estado mesmo por cima de Oregon porque demoramos cerca de sete horas a chegar a casa.

Ainda passamos pelo Capitol para ver mais um parlamento e desta vez tivemos uma visita guiada. Bla, bla, bla, com os senadores que passaram por ali, bla, mais a construcao e a arquitectura, bla, e quando a senhora nos levou para uma sala e disse que na parede de marmore podíam ver-se desenhos de animais e caras de pessoas, o meu americano rebolou os olhos e saiu subtilmente da sala. Entramos para a sala das votacoes com mesas de bla bla bla, e debruado a ouro, bla, e depois a senhora perguntou se alguem tinha questoes porque estavamos todos calados, e o meu lover boy fez uma pergunta que os outros aplaudiram mas a senhora nao conseguiu dar resposta. Entao porque eh que perguntou se tinhamos questoes? Ah, era so para saber, ela por acaso nao disse que ia responder.

Pelo caminho ainda pusemos mais gasolina, para o coche conseguir continuar porque infelizmente nao anda com ar. Nao sei porque. Acho mal, mas nao anda. Entao, como ja tinhamos entrado em Oregon tivemos que esperar que o senhor da bomba metesse a agulheta (salve seja), porque neste estado eh proibido que se meta gasolina no proprio carro, descobrimos que se isso acontecer a pessoa leva uma bruta multa e o senhor que trabalha na bomba pode ser despedido… Despecam la o senhor, e deixem por ai certos vándalos a solta.
Finalmente, no final do quarto dia, chegamos ao lar doce lar. Acho que esta foi a viagem mais louca que ja fiz em toda a minha vida. Mas valeu a pena e chegamos a tempo do CSI :)

2 comentários:

Sara.Algodres.Simões disse...

Hey, grandes aventuras mesmo...
E no fim de contas, qual era a pergunta??
Que o loverboy fez e a sra. não soube responder?!

Joy disse...

Ya, também quero saber qual foi a pergunta que mereceu aplausos! Tás boa do bucho, Kri da minha vida? Tanta gordura e açúcar não te fazem bem! Tens que desobstruir e desentupir com muitos vegetais e fruta!!!